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Passagens... A Memória Visual
Essas telas são em última análise uma representação quase simbólica das fases de passagem de uma existência artística, mental e vivencial.
O tempo é solto, rápido, é o tempo da modernidade, acelerado.
Numa mesma tela vão se juntando, através das cores e das linhas verticais, num mesmo movimento, tanta imobilidade e tanta rapidez.
Pesquisa de uma noção menos linear da evolução do tempo, com suas flutuações, mutações e hesitações...
Cores que ora se complementam, ora se contrapõem. Espaços fluídos, dilatados ou concentrados, janelas sobre as paisagens do meu tempo interior, que assim encontra sua representação gráfica.
Minutos que ora tento segurar, abreviando e controlando o tempo, ora abandono ao correr do tempo, até o limite de sua dissipação.
O homem é um ser que existe no tempo.
O existir do homem é um passar.
A vida humana é uma passagem.